segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Diante da maldade

Sim, infelizmente há pessoas destituídas de sentimentos de compaixão, bondade e amor.
Pessoas que agridem com as mãos, com palavras, com o olhar,
com o comportamento. Chefes tiranos, negociantes gananciosos e
uma categoria sem fim de vilões com os quais cruzamos
nas esquinas de nossas vidas todos os dias.
Maldade é ausência de amor.
Pessoas más vivem à procura de vítimas e, frequentemente,
as encontram entre as pessoas mais frágeis, bondosas e afetivas.
Os bons sofrem porque esquecem que também é bondade denunciar e não aceitar a maldade. Seja bom, mas não seja tolo.
Ser conivente com a maldade é uma maneira de se aproximar da aquisição de seus hábitos. Saia desse âmbito de ação.
Neutralize as possibilidades de que apliquem vilania à sua vida.
Como disse Martin Luther King:
“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.”
Trate o mal com o bem, amando o próximo,
mas cuidado para não levar o inimigo para dentro de casa.
Não desacredite da humanidade,
mas não convide os vilões para jantar.

sábado, 15 de novembro de 2014

A lágrima

Obstinada, desliza
Sem permissão, insolente
Não há ponte que a trave...

Lenço que a amordace
A lágrima não se intimida
Nada a demove de ser
Forte na fragilidade
Um mar de água salgada
No meu olhar a nascer


(Helena Mota)

 

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Tem que ser muito MULHER!

Tem que ser muito mulher para fazer o que ela faz.
Sorrir como ela sorri, organizar todos os dilemas e
ainda ter tempo para sonhar como ela sonha.
Tem que ser muito mulher para trazer a tristeza que ela carrega,
para ter os olhos lindos que ela tem.
Há de ser muito mulher para romper todos os olhares tortos,
para suprir todo o amor que lhe falta, bem como ela, só ela, faz.
Há de ser muito mulher para andar todos os quilômetros de vida
que ela já andou, viver tudo e mais um pouco do que ela viveu.
Muito, mas tem que ser muito mulher,
mulher demais para doer o tanto que ela já doeu,
para lamber a ferida como ela lambe e
suportar com sobriedade tudo o que,
com ela,
a vida faz.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Nossa Senhora Aparecida rogai por nós.

“Salve, Senhora Santa, Rainha, Santa Mãe de Deus,
Tu és a Virgem que se tornou a Igreja;
escolhida pelo Pai Santíssimo do céu,
por Ele consagrada como um Templo com o Seu Filho bem-amado e
o Espírito Santo Paráclito;
tu, em quem esteve e está a plenitude da graça e
Aquele que é todo o bem.
 Salve, Palácio de Deus!
Salve, Tabernáculo de Deus!
Salve, Casa de Deus!
Salve, Veste de Deus!
Salve, Serva de Deus!
Salve, Mãe de Deus!”
 
(São Francisco de Assis).
 

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Saudade

Saudade - O que será... não sei...
procurei sabê-lo em dicionários antigos e poeirentos
e noutros livros onde não achei o sentido

desta doce palavra de perfis ambíguos.
Dizem que azuis são as montanhas como ela,
que nela se obscurecem os amores longínquos,
e um bom e nobre amigo meu (e das estrelas)
a nomeia num tremor de cabelos e mãos.
Hoje em Eça de Queiroz sem cuidar a descubro,
seu segredo se evade, sua doçura me obceca
como uma mariposa de estranho e fino corpo
sempre longe - tão longe! - de minhas redes tranquilas.
Saudade...
Ouça, vizinho,
sabe o significado desta palavra branca que se evade como um peixe?
Não... e me treme na boca seu tremor delicado...
Saudade...
 
(Pablo Neruda)