terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O tempo - José Saramago

 
" O tempo não é uma corda que se possa medir de nó a nó.
O tempo é uma superfície oblíqua e ondulante
onde só a memória é capaz de se mover e aproximar."
 
 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Manoel Carlos fala da perda do segundo filho.

Nem a perda do filho mais velho no ano de 2012, afetou sua vontade de trabalhar, ao contrário, diz o autor de novelas Manoel Carlos. E continua falando que tem sido muito duro lidar com a perda do filho, mas a reação de defesa é um desejo imenso de mergulhar no trabalho. Só um trabalho tão pesado como escrever uma novela é capaz de afastar um pouco os pensamentos da perda. Preenche os dias e as noites. É uma terapia.
A morte do primeiro filho Ricardo nos anos 80 de aids, foi uma tragédia anunciada, na época não existiam medicamentos eficazes para o vírus do HIV.  Agora a morte do segundo filho, Maneco, num ataque cardíaco foi absolutamente imprevisto:
"Foi como se abrisse a porta do quintal e, do nada,
visse um disco voador aterrissado ali. Não era possível estar acontecendo. Da perda desse filho, não me recuperei até hoje.
 O que poderia ser mais grave? A terceira guerra mundial não seria nada perto do que estou vivendo.
É quando a morte dos pais, irmãos e amigos fica muito menor.
Junto com ele metade de mim foi arrancada."
(Fonte: Páginas amarelas da Revista Veja - Edição 2.358)

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Infinito!

 
Quero ser livre! 
Alçar voo e partir.
Desvendar os mistérios do infinito.
Esquecer a tristeza,
Que habita a minha alma,
Quero ter o coração vazio de sentimentos,
Possuir apenas a paz!
Meu peito queima,
Minhas chagas estão abertas,
Olho o mar,
Sinto a brisa no rosto,
As nuvens no céu me fascinam...
Mas a dor continua sufocando por dentro,
Necessito ser livre,
Encontrar a paz em algum lugar do infinito,
E quem sabe assim...
voltar a sorrir.
 
 
 
 
 
 
 
 
(Ione Rubra Rosa)
 
 
 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Atriz Christiane Torloni viu na arte forma de ajudar mães após morte do filho

"O luto não passa nunca. Só vai diminuindo de potência, mas está sempre lá. É um convívio diário".
 
"Não existe ex-mãe ou ex-filho e conviver com essa dor, é o grande desafio da sua vida."
 
"Isso me fez desapegar mais do Leo (seu outro filho, que hoje tem 34 anos), porque temos que aprender que não somos donos de nada. Não temos controle sobre a vida e a morte."
 
"A minha dúvida era como eu e meu filho iríamos sobreviver a isso. Porque se uma pessoa não esta mais aqui entre nós, ela não vai mais sofrer. Mas para as pessoas que ficam, se não é uma morte natural, é um grande choque".
 
"Eu pensei 'como o Leo vai sobreviver? Como você supera uma coisa dessas?' E você vai descobrindo a resposta no dia a dia. Você vê que tem que viver de uma maneira muito simples. Tem toda uma família que quer proteger você e às vezes você tem que se afastar".
 
"Como a essência do ator é donativa, quando você perde seu coração, sua alma, não sabe nem se vai continuar vivo. É uma coisa a que pouca gente sobrevive. A arte veio salvar a minha vida".
 
São palavras da atriz Christiane Torloni falando sobre a morte de seu filho Guilherme, um dos gêmeos que teve com o diretor Dennis Carvalho.  Guilherme morreu em 1991, aos 12 anos, em um acidente com o carro que ela manobrava na casa da família, no Rio de Janeiro. Depois da trágica perda, Christiane morou fora por três anos e cogitou até em encerrar sua carreira artística.
Na entrevista em  outubro de 2013, a artista contou que aprendeu a lidar com a perda aos poucos. Depois de três anos morando em Portugal, Christiane voltou ao Brasil para atuar na novela "A Viagem", e disse ter visto na retomada da carreira artística a possibilidade de ajudar outras mães que passavam pela mesma situação que ela.
 
"As mães me perguntam tantas coisas sobre isso e eu me dei conta que, através da arte, talvez eu pudesse dar uma resposta e ajudar as pessoas".
 
 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Parada cardíaca

 
Essa minha secura
essa falta de sentimento
não tem ninguém que segure,
vem de dentro.
Vem da zona escura
donde vem o que sinto.
Sinto muito,
sentir é muito lento.
 
(Paulo Leminski)

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Pablo Neruda

"Quero apenas cinco coisas
Primeiro é o amor sem fim;
A segunda é ver o outono;
A terceira é o grave inverno;
Em quarto lugar o verão.
A quinta coisa são teus olhos,
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser, sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando."