quarta-feira, 14 de setembro de 2016

CARTAS DE LIGINHA



Hoje, lendo Chico Xavier, descobri essa pérola: - A bondade para os que viajaram mais cedo para o Além é a melhor forma de apreço que podemos dispensar àqueles que continuam vinculados ao nosso coração.
 Para ajudar aos que amamos, na grande viagem da morte, é preciso ajudar aos  que sofrem na Terra, para os quais um simples pão vale tanto.
È... essa verdade nos modifica com o tempo!
 E Deus vai nos orientando com a execução dos novos compromissos, com o bem á nossa frente.

sábado, 10 de setembro de 2016

ACEITAÇÃO E ENTREGA



                 QUANDO NOS RENDEMOS ÀQUILO QUE É ASSIM, FICAMOS INTEIRAMENTE PRESENTES, 
O PASSADO DEIXA DE TER QUALQUER FORÇA.
A REGIÃO DO SER, QUE TINHA SIDO ENCOBERTA PELA MENTE, SE ABRE.
 DE REPENTE SURGE UMA GRANDE SERENIDADE DENTRO DE VOCÊ, 
UMA IMENSA SENSAÇÃO DE PAZ. 
E DENTRO DESSA PAZ EXISTE UMA GRANDE ALEGRIA. 
E DENTRO DESSA ALEGRIA EXISTE AMOR. 
E LÁ NO FUNDO ESTÁ O SAGRADO, O INCOMENSURÁVEL, 
O QUE NÃO PODE SER NOMEADO 


Do livro O PODER DO AGORA- Eckhart Tolle

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

CAMINHOS


Quando não existe caminho para fora, existe sempre um caminho através. Portanto, não fuja do sofrimento. Enfrente-o. Sinta-o plenamente. Sinta-o, mas não pense a respeito dele! Fale dele, se necessário, mas não crie uma história na sua mente a respeito dele. Dê toda a sua atenção ao sofrimento, não à pessoa ou ao acontecimento que podem tê-lo provocado.
Não permita que a mente use o sofrimento para criar uma identidade de vítima para você em função dele. Sentir pena de si mesmo e contar a sua história aos outros vai fazer com que você fique paralisado no sofrimento.
Se for impossível se afastar desse sentimento, a única possibilidade de mudança é se mover em direção a ele, do contrário nada vai mudar.
No princípio pode parecer um lugar escuro e aterrador, e, quando vier o impulso para se afastar, observe-o, mas não se deixe guiar por ele. Permaneça colocando a sua atenção no sofrimento, permaneça sentindo o pesar, o medo, o pavor, a solidão, o que for.
Fique alerta, fique presente, com todo o seu SER, com cada célula do seu corpo. Ao fazer isso, você está trazendo uma luz para a escuridão. É a chama da sua consciência.



DO LIVRO: PRATICANDO O PODER DO AGORA- ECKHART TOLLE


domingo, 17 de julho de 2016

LAR, DOCE LAR

 Márcio e José Carlos são dois jovens irmãos, que foram acolhidos por um Orfanato ainda pequeninos. São filhos de pais alcoólatras, que partiram cedo, deixando-os orfãos. 

O Orfanato teve suas atividades encerradas por falta de condições de sustentabilidade e eles por serem maiores, não puderam ser acolhidos por nenhuma outra instituição, 


O detalhe é que os dois possuem deficiência intelectual "leve", que os limita a uma vida condicionada e de dependência.
Ambos foram contratados pela  pela cota de deficientes por  empresas diferentes e recebem em  torno de 1 salário mínimo, cada um, sendo que José Carlos, o Zezinho, porta diabetes e necessita de alimentação especial e medicamentes de uso contínuo.


Alguns membros da Diretoria da Entidade, os mantêm em um apartamento alugado com muitas dificuldades, porém com um senso de solidariedade e responsabilidade que os impede de abandoná-los à própria sorte, conhecedores que são das dificuldades que portam, além é claro, dos laços afetivos que estabeleceram ao longo desses 20 anos.






Um morador da comunidade próxima ao orfanato onde moraram, sensibilizado com a situação, doou uma área, uma lage para construção de um apartamento para os dois, a laje foi feita e as paredes levantadas parcialmente, mas falta o         resto: madeira, telhado, piso, reboco, pia, vaso sanitário, instalação elétrica, hidráulica, etc e tal. 





 O Grupo Jam e o Grupo Fraterno se uniram para ajudar   esses meninos, Pedimos a colaboração de todos nos itens necessários, bem como na participação de donativos para o bazar que o Grupo JAM vai fazer nos dias 08 e 09  de agosto e na Feijoada Fraterna, organizada pelo Grupo Fraterno e amigos em data a ser divulgada.


 Informações:
Adriana    71 999785419
Izabela     71 991555878
Val           71 988003053
  

VENHA FAZER PARTE DESSA AÇÃO DE AMOR!!!!!


domingo, 19 de junho de 2016

Palavras de Divaldo Franco




 No mês de Janeiro de 2013, em uma cidade do sul do Brasil, mais de mil jovens estavam numa discoteca, uma banda que se apresentava, utilizando fogos de artifício, provocou um incêndio de grandes proporções.
A cobertura do clube era de substância plástica. Com o fogo, o plástico eliminou uma substância tóxica. Morreram duzentos e quarenta e três jovens. Foi algo terrível!
Muitos jovens saíram e lembraram de amigos que estavam dentro. Entraram novamente naquele inferno, sem perceberem o tóxico e morreram intoxicados. Foi uma calamidade!, mais de cem ficaram feridos, queimados gravemente, aspiravam aquele ar envenenado e ficaram com a sua vida marcada para sempre.
Isso provocou um impacto internacional. De vários países, foi mandado pele humana para recobrir os corpos queimados.
Vou com frequência a essa cidade, e recebi vários convites para proferir uma conferência. Deixei passar aquele tempo de maiores sofrimentos humanos e há 20 dias estivemos lá.
Como era uma questão de impacto, não havia nenhum salão para acolher a multidão que queria ouvir. O prefeito ofereceu a Plataforma Ferroviária, que é uma área muito grande. Compareceram 10.000 pessoas !
Cada um levava a sua cadeira. A rede de televisão transmitiu. Todos esperavam o que o Espiritismo iria dizer.
A nossa mensagem foi bem diferente do que eles esperavam. - Que se pode dizer à uma mãe cujo filho desencarnou nessa situação? - Á uma família que perdeu quatro filhos de uma vez? - Aos jovens noivos, namorados? Uma cidade de estudantes universitários, de uma grande Universidade. Estavam ali a melhor floração daquela sociedade, não somente daquela, mas de várias outras, que vieram ali estudar e foram vitimadas.
A nossa mensagem foi da IMORTALIDADE.
Falamos que eles estavam vivos, que haverá um reencontro e que voltaremos a ser felizes, longe do sofrimento.
Antes da conferência, atendemos a uma fila de mais de 200 pessoas. Todos que tinham um filho, uma filha, desejavam notícias. Como estavam, sofrem? Sentem saudades? Como é a vida, além da vida fisica?
O que a mim impactou, e estou  acostumado a tragédias, é que eu via os filhos, quando alguns desses pais chegavam próximos, eu eu lhes dizia:
- Está aqui fulano... está acompanhado de beltrano... que o recebeu além da vida. ... eram os familiares que haviam morrido antes.
Depois da palestra, a fila era de mais de mil pessoas e foi impossível atender a todos, um a um. Deixamos uma mensagem pela TV, transmitindo coragem e a certeza da sobrevivência. O que mais me comoveu foi ver 10.000 pessoas em silêncio absoluto, por mais de uma hora e meia.
Quando proferi a oração de gratidão a Deus, milhares choravam, sem mágoa, com a dor da saudade e agradecidos a Deus pela certeza do reencontro, com os afetos amados.....
Então, a certeza da sobrevivência será indispensável na Era Nova! Divulguem que a vida continua e peçamos ao Senhor que nos abençoe.


Cartas de Liginha - Recebida em Junho de 2016.

terça-feira, 7 de junho de 2016











Muitas situações na vida nos trazem a sensação de um mal irreparável, geralmente envolvendo perdas ou grandes mudanças: doenças, morte de alguém, mudança de cidade, de emprego, condição social, separação, perda de um sonho ou ideal e outras. As situações mais dolorosas referem-se à perda de um ente querido.
As pessoas ficam com a sensação de terem sido roubadas em algo a que tinham direito. Passam por um processo doloroso que envolve sofrimento, medo, revolta, raiva, culpa, depressão, isolamento, desinteresse pelas atividades costumeiras ou excesso de atividades (fuga); apresentam sintomas físicos e psicológicos de estresse, podendo até vir a adoecer.
O tempo requerido para o “luto” (fase de maior sofrimento) e a maneira de vivê-lo depende muito das circunstâncias da perda, o significado desta para a pessoa, seu modo particular de lidar com situações de crise, apoio disponível no seu meio familiar e social, como a comunidade onde vive encara esta perda, suas próprias crenças e outros aspectos.
A recuperação de uma perda significativa leva de alguns meses a dois anos e, mesmo aí, alguns aspectos podem continuar não muito bem resolvidos.
Mas, além da tristeza, as situações dolorosas podem fazer com que descubramos em nós mesmos forças antes desconhecidas, faz com que repensemos nossas vidas e nossos valores, passando a perceber o que realmente é importante e o que é supérfluo, e podem nos transformar em pessoas mais ricas espiritual e emocionalmente.
Apesar das pessoas sentirem e reagirem diferentemente, existem pontos em comum nas situações de perda, quando geralmente  passam por fases semelhantes. Quando descobrem que estão com uma doença grave ou isto acontece com uma pessoa muito próxima, a morte inesperada de alguém que amam, ou com quase todos os outros tipos de perda, primeiro passam pelo estágio de choque e negação, não querendo acreditar na realidade. Depois vem a fase da raiva, revolta (contra tudo, todos e até contra Deus) e muita mágoa. Mais tarde passam a negociar com Deus e com a vida, tentando fazer trocas e promessas; depois ficam deprimidos, perguntando-se “por que eu?”, “por que ele(ou ela)?”ou “por que comigo(ou conosco)?”.
A seguir a tendência é retrairem-se por algum tempo, afastando-se dos outros, enquanto buscam alcançar um estado de entendimento, paz, aceitação; de aceitar aquilo que não pode ser mudado.(E. Kubler-Ross). Muitos param em determinada fase e não vão adiante na superação da perda que já aconteceu ou, no caso de doença, vai ocorrer; alguns pulam de uma fase para outra, podendo retornar à fases anteriores;  outros caminham para a superação. Isto vai depender muito do suporte que recebem do meio, dos amigos, de terapeutas ou orientadores; do entendimento que têm sobre a vida e sua finalidade, de suas crenças filosóficas e/ ou religiosas e outros aspectos. 
A Dra Ross estudou também 20 mil casos de pessoas de várias culturas que passaram por experiências de quase morte(EQM), e notou muita semelhança no que percebem naqueles momentos de “morte”, as vivências e sensações são agradáveis e os pacientes percebem que na realidade a morte não existe, é uma passagem para um plano de vida diferente, como a borboleta que deixa o casulo.Se começarmos a ver a vida de maneira diferente, com maior entendimento, veremos que a morte jamais deve representar sofrimento, mas uma continuação da vida e da evolução.


Fonte:    Maria José G. S Nery - Psicóloga Clínica
 (Psiqweb - GJBALLONE)

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Luto Parental







O que mais chama a atenção em relação á morte de filhos é a ruptura da lógica de que a morte das pessoas mais velhas antecede a dos mais novos. Decorre daí o profundo sentimento de violação do desenvolvimento humano natural que os pais vivenciam diante da perda de um filho. A morte de um jovem é considerada a menos natural das mortes.
Muitos são os fatores que tornam o luto parental diferente de outros tipos de luto. Dentre eles, podemos citar a natureza do vínculo que existia antes da perda, o papel que o filho desempenhava; ou como a morte aconteceu, qual foi sua causa; e muitos outros. Obviamente, diante de todos esses fatores, há uma grande diferença entre pais que enlutam pela perda de um filho. Daí falarmos em uma variedade de vivências no luto parental, devido à sua multidimensionalidade.
Os filhos são a prova concreta de que a vida dos pais está fluindo, pois, tanto do ponto de vista social como da perspectiva, do desejo pessoal, os pais carregam a expectativa de desempenharem seu papel a partir de uma determinada idade de seus filhos, o que, de certo modo, pode até mesmo ser considerado um rito de passagem........
Quando a perda  se dá por assassinato, acidentes, suicídios ou mesmo doenças estigmatizantes, paira no ar a dúvida em relação á orientação e adequação desses cuidados. Alguns pais, podem chegar a se sentirem culpados por não insistir em medidas que, segundo eles, poderiam ter evitado a morte do filho, como por exemplo, a restrição do acesso ao carro da família num certo horário, a falta de atenção para com os sentimentos do filho, quando ele não estava bem, ter saído deixando-o sozinho, dentre inúmeras culpas.



Do Livro Perdas Compartilhadas- De Fabiana Gradela e Maria Cristina Baumgartner