terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Martha Medeiros

"Não são as coisas que possuímos ou compramos que
representam riqueza, plenitude e felicidade.

São os momentos especiais que não tem preço,
as pessoas que estão próximas da gente e que nos amam,
a saúde, os amigos que escolhemos, a nossa paz de espírito.

Felicidade não é o destino e sim a viagem."

(Martha Medeiros)
 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

TRIBUTO AO TEMPO (DALAI LAMA)

 
Dizem que a vida é curta, mas não é verdade.
A vida é longa...
Para quem consegue viver pequenas felicidades.
E essa tal felicidade anda por aí, disfarçada,
como uma criança tranquila brincando de esconde-esconde.
Infelizmente às vezes não percebemos isso e
passamos nossa existência colecionando‘NÃOS’:
a viagem que não fizemos,
o presente que não demos,
a festa que não fomos,
o amor que não vivemos,
o perfume que não sentimos.

A vida é mais emocionante quando se é ator e não espectador,
quando se é piloto e não passageiro,
pássaro e não paisagem,
cavaleiro e não montaria.

E como ela é feita de instantes, não pode nem deve ser medida em anos ou meses, mas em minutos e segundos.

Esta mensagem é um tributo ao tempo.
Tanto aquele tempo que você soube aproveitar no passado quanto aquele tempo que você não vai desperdiçar no futuro.

Porque a vida é agora. Não tenha medo do futuro,
apenas lute e se esforce ao máximo para que ele seja do jeito que você sempre desejou.

A morte não é a maior perda da vida.

A maior perda da vida
é o que morre dentro de nós enquanto vivemos.
   (Enviado pela mãe eterna Neire Almeida)

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Escolhas

Dê uma boa olhada ao seu redor, e entenda que sua vida agora
mesmo é o resultado de todas as suas escolhas no passado.
Você gosta do que vê?
Certamente você andou muito para chegar até aqui.

Você sobreviveu e deu um jeito de estar onde está.
Existem coisas que poderiam melhorar? Provavelmente.
Existem lugares que você gostaria de conhecer,
coisas que gostaria de fazer?

Você consegue imaginar a sua vida sendo ainda melhor,
ainda mais gratificante e emocionante do que é hoje?

Então, como chegar lá? Do mesmo jeito que chegou até aqui:
como resultado das escolhas que você faz.
Existem escolhas, e existem escolhas. Geralmente prestamos
muita atenção às grandes decisões:
faculdade, casamento, a primeira casa ou apartamento.

Mas, freqüentemente, as decisões mais poderosas são as ‘pequenas’,
aquelas que fazemos um dia após do outro:
fazer ou não mais uma visita,
dar aquele telefonema, acordar mais cedo para fazer exercício,
a atitude com que encaramos o dia a dia no trabalho.

A qualidade da sua vida é um resultado
direto das escolhas que você faz.
E cada momento em sua vida é uma escolha.
O futuro aproxima-se no mesmo ritmo de sempre.

Então preste atenção nas suas escolhas, pois são elas que moldarão,
ativamente o resto da sua vida.

(Ralph Marston)
 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

O Tijolo

Um jovem e bem sucedido executivo dirigia por sua vizinhança, com excesso de velocidade sua nova Ferrari.
De repente um tijolo espatifou-se na porta lateral do carro, ele freou e deu ré até o lugar de onde teria vindo o tijolo.
Saltou do carro e pegou bruscamente uma criança empurrando-a contra um veículo estacionado e gritou:
- Por que isso? Quem é você? Que besteira você pensa que está fazendo? Este é um carro novo e caro. Aquele tijolo que você jogou vai me custar muito dinheiro. Por que você fez isto?
- Por favor senhor me desculpe, eu não sabia mais o que fazer!
Implorou o pequeno menino.
- Ninguém estava disposto a parar e me atender neste local.
Lágrimas corriam do rosto do garoto, enquanto apontava na direção dos carros estacionados.
- É meu irmão. Ele desceu sem freio e caiu de sua cadeira de rodas e não consigo levantá-lo. Soluçando, o menino perguntou ao executivo:
- O senhor poderia me ajudar a recolocá-lo em sua cadeira de rodas? Ele está machucado e é muito pesado para mim.
Movido internamente muito além das palavras, o jovem motorista engolindo "um nó imenso" dirigiu-se ao jovenzinho, colocando-o em sua cadeira de rodas. Tirou seu lenço, limpou as feridas e arranhões, verificando se tudo estava bem.
- Obrigado e que Deus possa abençoá-lo -
a grata criança disse a ele.
O homem então viu o menino se distanciar...
empurrando o irmão em direção à casa.
Foi um longo caminho de volta para a Ferrari... um longo e lento caminho de volta. Ele nunca consertou a porta amassada.
Deixou amassada para lembrá-lo de não ir tão rápido pela vida,
que alguém tivesse que atirar um tijolo para obter a sua atenção...
Deus sussurra em nossas almas e fala aos nossos corações.
Algumas vêzes, quando nós não temos tempo de ouvir,
Ele tem de jogar um tijolo em nós.
 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Perdas na vida: como lidar com elas?

Quem de nós já não viveu uma situação de perda na vida? Com certeza todos já passamos por situações assim.
Pode ter sido a perda de um ente querido por falecimento,
por viagem, por separação, por ausência da consciência,
por uma desavença, dentre tantos outros motivos. Este é um dos tipos de perda. Existem outros, tais como: perda da saúde,
perda do emprego, perda do funcionamento de algum órgão do corpo, perda de um animal de estimação, perda da liberdade, perda de um objeto de estimação, perda da identidade,
perda da fé, dentre tantos outros.
Perder faz parte do ciclo normal da vida.
Só perde quem está vivo!
São tantas as perdas que enfrentamos ao longo de nossa existência que às vezes nos sentimos tristes ou mesmo deprimidos e
nem nos damos conta de que perdemos algo ou alguém.
A primeira perda que o ser humano sofre é a perda daquele lugar aconchegante e protetor que é o útero materno. Mas como sobreviver se não abandonarmos o útero de nossa mãe? Para que a vida possa ter continuidade é necessário que o cordão umbilical seja cortado.
Isto nos leva a uma reflexão muito importante: só podemos viver, progredir, conquistar o mundo na medida em que abandonamos determinados lugares, determinadas situações,
determinadas pessoas, determinados princípios e conceitos.
A liberdade é algo que conquistamos à custa de enfrentamentos das situações novas e abandono de situações que nos incomodam.
Não podemos estar em dois lugares ao mesmo tempo.
Para estar em um é preciso abandonar o outro.
Ao longo de nossa vida vamos perdendo uma série de coisas para podermos conquistar outras. Alguns exemplos: perda do seio materno em troca da mamadeira e desta para nossa autonomia em nos alimentar. Perda do colinho gostoso para podermos andar sozinhos e
chegar onde quisermos, independentemente.
Para cada perda, há sempre um ganho!
Na vida, nada é eterno! Tudo é passageiro, exceto nossa alma. Nos apegamos à existência material com unhas e dentes, acumulamos bens e pessoas. Não gostamos quando temos que nos separar delas. É doloroso, triste, Contudo, um dia, vamos nos separar! É inevitável! Este é um assunto que a maioria das pessoas não gosta, mesmo aquelas que dizem que "a única certeza que a gente tem da vida é a morte".
Às vezes nos incomodamos com coisas aparentemente fúteis, mas que naquele momento nos são fundamentais. O ser humano briga, ofende e até mata pelo apego que tem, pelo orgulho, pelo excesso de vínculo material, pela sede de poder.
O apego é uma característica normal do ser humano.
No desenvolvimento de nossa vida tentamos nos libertar,
mesmo que com dificuldades,
daqueles apegos que nos fazem sofrer.
É tão bom querer bem e ser querido, amar e ser amado!
O que fazer com o apego? Me apego e corro o risco de sofrer quando houver uma separação? Não me apego para não sofrer? O que fazer?
O Budismo prega o não-apego às coisas e às pessoas mas sim à essência, ao bem. Contudo, é da natureza humana nos apegarmos. Claro que tudo em excesso não é bom. Radicalismos são sempre prejudiciais. Então concluimos que querer bem, amar, ser amado, nos apegarmos, enfim, é uma coisa boa, desde que dentro de certos limites.
E no caso de uma perda, de uma separação, o que ocorre?
Há uma série de reações que são normais diante de qualquer perda que sofremos.
A este conjunto de reações podemos chamar processo de enlutamento:
1) Choque: é o abalo, o desespero e atordoamento, entorpecimento,
confusão que nos acomete ao receber uma notícia de perda.
Daí podemos reagir com apatia ou com agitação.
2) Negação: é a descrença na notícia ou no fato. A pessoa não acredita no que aconteceu. Trata-se, aqui, de uma defesa psicológica
para fortalecimento da pessoa para ela poder dar continuidade.
3) Ambivalência: é a dúvida que a pessoa fica entre a aceitação e
a não aceitação da notícia ou do fato.
4) Revolta: aqui a pessoa já acreditou na notícia ou no fato e
fica revoltada com a situação, com as pessoas e até mesmo com Deus.
5) Barganha: é uma tentativa de conseguir de volta aquilo que foi perdido. Geralmente esta reação é dirigida a Deus.
6) Depressão: é uma profunda tristeza, que varia de acordo com o tipo e intensidade de apego que a gente tem com a pessoa ou situação de perda.
7) Aceitação e Adaptação: é quando a pessoa percebe que não tem mais jeito, que ocorreu mesmo a perda e a vida precisa continuar.
De uma forma ou de outra, todos nós passamos por todas estas fases quando perdemos algo ou alguém. Se a pessoa não se permitir passar por estas fases, ela ficará guardada dentro de nossa mente e
um dia vai se manifestar de um jeito ruim
(através de uma doença, por exemplo).
É muito importante que entendamos e aceitemos que há tempo de sorrir e há tempo de chorar,
assim como há tempo de nascer e há tempo de morrer.
O luto pelas perdas que sofremos na vida precisa ser vivido de acordo com as crenças e valores culturais, religiosos e pessoais de cada um. Negar a dor de uma perda é como negar a própria vida. Perder dói, mas é um sofrimento que tem cura.

 
(José Paulo da Fonseca -  psicólogo e psicoterapeuta)