segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

REENCARNAR, PARA QUE? (Zíbia Gasparetto)

         Assim como as pessoas têm muito medo de morrer porque não sabem o que irão encontrar na outra dimensão, os espíritos que estão vivendo no astral têm medo de reencarnar.
Esquecer o passado e mergulhar no mar encalpelado do mundo, enfrentar seus próprios limites e os desafios de seu crescimento é assustador. Controlar as emoções, ordenar a mente, experimentar as próprias ideias e enfrentar os resultados requer coragem e persistência. Ficar entregue ao próprio discernimento, tomar decisões e ser responsável pelo próprio destino, atemoriza.

        Para o espírito, reencarnar é como vestir um escafandro e mergulhar nas profundezas do oceano. O corpo de carne tem um metabolismo lento, muito diferente da vida astral, onde tudo é mais dinâmico e rápido. Lá, a força do pensamento materializa rapidamente os objetivos, de acordo com a capacidade de cada um, criando e movimentando os elementos. Aqui, na Terra, nossos projetos levam muito mais tempo para se tornar realidade. Para construirmos um edifício levamos muitos meses, enquanto lá eles o fazem em algumas horas...
        - Como? Há prédios no astral? - alguns vão perguntar.
Há prédios, ruas, cidades, tudo. O que chamamos de astral são os mundos das outras dimensões do universo. Cada um deles gravita em determinada faixa de ondas, possui um magnetismo próprio e, para os que vivem lá, tudo é tão sólido quanto para nós é nosso mundo.
Não os podemos ver porque nossos olhos enxergam apenas em limitada faixa de percepção, o que não os impede de continuar existindo. A limitação é nossa. Os micróbios existem, mas só os podemos ver se tivermos um microscópio.
       - Se eles têm medo, porque reencarnam?
Para reeducar o emocional. No astral as emoções são muito mais fortes e profundas. A tristeza, o remorso, o arrependimento, a frustração e a mágoa tornam-se insuportáveis e chega um momento em que, cansado de suportá-las, o espírito aceita nascer na Terra. Para ele, o esquecimento será uma bênção. O magnetismo lento permitirá que ele medite mais, experimente, reflita, conheça-se melhor e amadureça.
Reencarnar na Terra é começar de novo. Todas as lembranças do passado são guardadas no inconsciente temporariamente e, embora possam influenciar intuitivamente o espírito reencarnado, ele estará em sintonia com o cérebro do novo corpo, que como um filme virgem vai registrar as novas experiências. Não é genial?
      A vida, mágica e divina, vai tecer os acontecimentos, juntar pessoas, de acordo com as necessidades daquele espírito, e criar estímulos a que ele se torne mais consciente, e liberte-se dos antigos padrões de crença que o levaram ao sofrimento. Se ele aproveitar, voltará ao astral mais lúcido e feliz.
       A vida é um eterno agora, e nós continuaremos sendo o que fizermos de nós, seja onde for que passemos a viver. Enfrentar nossas dificuldades desde já, fazer nosso melhor, é construir nossa paz.
          
* Zíbia Alencastro Gasparetto (1926), escritora espiritualista
brasileira que se notabilizou como médium, tem várias obras publicadas.





domingo, 2 de dezembro de 2012

REFLEXÃO PARA A SEMANA:

Um dia, a FÉ, a ESPERANÇA e o AMOR saíram pelo mundo para ajudar os aflitos. Quem das três, seria capaz de realizar o melhor trabalho para a glória de Deus?
 
A beira da estrada da vida encontraram um homem pobre que sofria com uma doença que o deixou paralítico desde nascença. Mendigava às almas caridosas a fim de sobreviver.
Diante daquela situação, a FÉ tomou a frente da Esperança e
do Amor para resolver o caso.
Disse:
Esperem aqui, vou realizar minha obra na vida daquele infeliz e
tirá-lo daquela situação.
A FÉ trouxe ao homem a palavra de Deus e assim ela foi reproduzida no coração dele. Imediatamente aquele homem se rebelou contra aquela situação e usou a FÉ que tinha no coração para determinar sua cura e, no momento em que orava, seus ossos e juntos tornaram-se firmes.
Finalmente ficou de pé e saltou de alegria. Não precisava ficar mais a beira da estrada para mendigar e muito menos padecer todas as dores de antes.

Passadas algumas horas, o homem não tinha para onde ir. Nem casa, nem profissão, que lhe desse condições de se estabelecer na vida.
Neste momento a ESPERANÇA sentiu que era chegada a sua vez de trabalhar. Ela o levou para o alto da montanha e fez com que ele visse os férteis campos da terra. Desta maneira, foi mudando o seu coração e o homem entendeu que podia prosperar.
Movido pela força da ESPERANÇA, ele se pôs a caminho. Logo conseguiu um emprego, em uma fazenda próxima, e rapidamente aprendeu a cultivar a terra. Em pouco tempo, tinha juntado o suficiente para comprar seu próprio campo.
 
Com FÉ e ESPERANÇA, renovava suas forças a cada dia, e em poucos anos expandiu grandemente seus negócios. Suas colheitas eram exportadas em navio, alcançando portos de todo o mundo.
Ele tinha muitos empregados e se tornou o homem mais rico da terra. A FÉ e a ESPERANÇA estavam satisfeitas com o maravilhoso trabalho que haviam produzido na vida daquele homem.
Então disseram ao Amor:
"Não te preocupes em realizar tua obra. Vês, que juntas, mudamos completamente a vida deste homem, fazendo-o forte e próspero".
Assim, o Amor partiu em busca de alguém a quem pudesse ajudar.
O império daquele homem se expandia por todo o lado, de forma que eram tantas as casas que muitas delas nem sequer conhecia.
Viajou o mundo inteiro e nada mais havia que o surpreendesse.
Mas com o passar do tempo o homem foi ficando triste e enfastiado.
"Tenho tudo que um homem possa desejar" dizia ele,
"mas ainda me sinto vazio".
 
A FÉ e a ESPERANÇA conversavam o que podiam fazer para torná-lo forte como antes? Ele agora não precisava do milagre da cura nem da Esperança para crer no sucesso do seu futuro, pois era muito rico.
Então as duas foram correndo em busca do AMOR para lhe pedir ajuda.
O AMOR voltou com elas e realizou sua obra no coração daquele homem.
Ao sentir AMOR, ele passou a entender Deus e a sua mais extraordinária obra. Surgiu a necessidade de ajudar outros com os mesmos problemas que os seus. A FÉ e a ESPERANÇA entenderam que embora suas obras tivessem sido de grandeza extraordinária...
com o passar do tempo, sem AMOR, tudo perdia o sentido.
 

sábado, 1 de dezembro de 2012

DEUS (NOSSA POESIA PARA ESTE SÁBADO)

Eu me lembro! Eu me lembro!
- Era pequeno e  brincava na praia;
o mar bramia, e, erguendo o dorso altivo,
sacudia a branca espuma para o céu sereno.
E eu disse a minha mãe nesse momento: "Que dura orquestra! Que furor insano!
Que pode haver de maior do que o oceano.
Ou que seja mais forte do que o vento?"
Minha mãe a sorrir, olhou pros céus
E disse:
- Um ser que nós não vemos,
É maior do que o mar que nós tememos,
Mais forte que o tufão, meu filho, é DEUS.
 
 
(Casimiro de Abreu) 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

MENSAGEM PARA SEXTA FEIRA

Viver no mundo é estar em contato permanente com o desejo de
ter coisas, pessoas, riquezas.
Nos shoppins e meios de comunicação, o apelo é sempre para comprarmos mais, consumirmos mais, acumularmos mais.
O que fazer, já que somos treinados desde pequenos para
desejar conforto, prazeres, bens?
Como escapar a esse verdadeiro fascínio que as coisas materiais exercem sobre nós e nos tornam escravos do trabalho e do dinheiro?

Havia um homem muito rico, um milionário cujas terras pareciam não ter fim. Certa noite, ele olhava para a extensão de suas propriedades e alegrava-se profundamente.
Via os imensos campos, os trigais maduros, os celeiros cheios,
as moedas que enchiam os cofres.
Ele pensava:
"Tenho tanta coisa que já nem cabe nos depósitos. Amanhã mandarei derrubar estes celeiros e construirei outros maiores."
E o homem dizia para si mesmo:
"Alegra-te, minha alma, pois tens riquezas para muitos anos. Descansa, come, bebe, diverte-te."
O que esse homem não sabia é que naquela mesma noite morreria.
Suas terras, riquezas e todos os seus bens materiais
ficariam para trás.

A história desse homem rico é adaptação de uma parábola
contada por Jesus.
Era uma ocasião em que o Mestre queria ensinar que não devemos nos fixar excessivamente nas coisas materiais,
pois elas são temporais, passageiras.
Ensinava Jesus que os verdadeiros valores são os do espírito.
Esses continuam conosco:
seguem com a nossa alma quando a morte chega.
Por isso eles devem ser a nossa principal fonte de atenção.

O mundo exerce um enorme fascínio sobre as pessoas. Ao nascermos, esquecemos nossa verdadeira origem: a natureza espiritual.
E mergulhamos em um ambiente onde quem é mais esperto e
competitivo leva a melhor.
Para piorar, somos julgados pelo modo de vestir,
pelo lugar em que moramos, pelo tamanho da conta bancária.
Muitas vezes desejamos escapar dessa lógica perversa,
mas como fazer isso?
Alguns mais radicais acreditam que a solução é fugir do mundo, escapar das regras sociais, viver como ermitão,
longe de tudo e de todos.
É uma opção extrema, mas não é a solução.
A vida em sociedade lapida os nossos relacionamentos.
Isolar-se é fugir. No relacionamento com as pessoas é que
podemos ver quem realmente somos.

Viver em isolamento é uma artificialidade. Coragem real é
expor-se às situações e tornar-se vencedor.

Por isso, para escapar da atração das coisas materiais a solução é o equilíbrio. Trabalhar sim, mas sem se tornar escravo. 
Acumular o suficiente para o sustento do corpo,
mas sem ceder à ganância.
Desejar as coisas boas, mas sem exageros.

Uma frase resume tudo isso:
viver no mundo e não para o mundo.
E a fórmula para manter os pés no chão é bem simples:
basta lembrar que um dia deixaremos roupas, jóias, imóveis, dinheiro. Tudo ficará aqui na Terra.
E, ao morrermos, a pergunta então será:
o que levamos com a nossa alma? Que exemplos deixaremos?
Que boas lembranças nossos amigos e parentes terão de nós?
Acredite: isto, sim, é essencial.
 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Devemos Continuar

À noite em meu quarto olho as estrelas e não encontro o brilho de outrora.

Tento dormir e não consigo.

Meus pensamentos voam tentando achar uma explicação e não consigo encontrar.

A angústia sufoca o meu coração.

Lágrimas rolam e não conseguem aliviar o peso da minha alma.

E eu continuo a te procurar em cada esquina da vida, mas em nenhuma delas você está...

Sim, em muitos momentos da vida, alguém especial tem que
partir antes de nós.

E fica a pergunta: "Como continuar? "

A dor é forte demais e a vontade de desistir persiste.

Porém, podemos e devemos continuar.

Se o sorriso de outrora não pode mais ser visto, procuremos encontrá-lo na alegria expressada no rosto de uma criança carente que acabamos de auxiliar.

Se as mãos não podem mais ser tocadas, levemos o calor de um abraço sincero a quem passa por grandes sofrimentos.

Se a música não pode mais ser dançada, espalhemos a melodia entre os enfermos de um hospital.

Se a voz não pode mais ser ouvida, procuremos semear palavras de esperança por onde andarmos.

Se as estrelas não têm o mesmo brilho de outrora, nos esforcemos em iluminar o caminho daqueles que se encontram entre as trevas.

Se não podemos mais oferecer flores, trabalhemos para florir todos os jardins do mundo.

Se a luz parece ter ido embora, procuremos suavizar a escuridão que reina Devemos acreditar que o reencontro está marcado.

Sim, devemos continuar.

Devemos sentir saudades sim, mas jamais tristeza.

Devemos preencher o vazio que sentimos com gestos de amor.

Porque só o amor é capaz de grandes transformações.

Só o amor rompe todas as barreiras.

Só o amor cala as nossas feridas.

E só o amor nos leva a crer que não importa as perdas que a vida nos impõe, devemos sempre continuar...

(Sônia Carvalho)

_Enviado pela mãe eterna Neire Almeida_

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Sábias palavras:

Não deixe que tua indignação, por mais justa,
se transforme em revolta;
Que a tua revolta se converta em cólera;
Que a tua cólera se transmute em violência;
Que a tua violência descambe para a criminalidade.
Quando, sentires necessidade de reagir à atitude de alguém que te contraria,
procure fazê-lo de maneira que não percas a serenidade.