SÚPLICA DE MULHER
Que falarei, Senhor
Á criança que vaga sem amor
Ao coração de Mãe com um filho ao colo
A estirar-se no solo
Em aflição tremenda
Com febre e inanição
Sem qualquer agasalho que as defenda
Sem qualquer proteção?
Que palavras direi, Senhor Jesus
Aos que andam sem luz
E anseia por fugir num derradeiro aceno
Entornando na boca a dose de veneno?
Que frase tecerei, Amado Amigo
Aos que vão, sem saber, entre a sombra e o perigo
Nas trilhas da descrença
Sobre as quais se conjuga
A droga utilizada para a fuga?
Aos que caem, por fim, no desepero inglório
Buscando apoio e luz, na paz de um sanatório?
Que falarei, Senhor
Aos que perderam corações queridos
E esquadrinham na lousa
O conforto que tarda
Procurando na cinza o que a cinza não guarda?
Que direi, meu Jesus
Aos pais que viram mortos
Filhos queridos nas estradas
Ou nas pedras da rua
Através de terríveis acidentes
Sem sabere que a vida continua
Em planos diferentes?
Ah! sim, Jesus, já sei o que dizer...
Direi que sempre existes
E que reanimarás todos os tristes
Que pela fé que nos alcança
Tem contigo a fonte da esperança:
Que a ninguém deixarás, de espírito sozinho
Que nos socorrerás de caminho em caminho
Na proteção com que nos agasalhas
Que embora as nossas falhas
Nós todos somos teus
Tutelados que levas para DEUS!...
E se alguém estranhar
Seja eu a singela mensageira
A proclamar o brilho de teu nome
Dentro da imperfeição que me consome
E nas fraquezas de que me assinalo
Direi aos companheiros de quem falo
Dos amados amigos que me deste
Que te espalham no mundo a Bondade Celeste
Trabalhando e servindo, em qualquer parte
Ao seguir-te e ao louvar-te...
E quanto a mim, Senhor
Que me entrego, de todo e sem reservas
Ao teu apostolado redentor
Explicarei que me conservas
Em minha ingnorância e pequenez
Tão só para levar
Seja onde for
O meu simples cartaz
Enfeitado de amor
Entre flores de paz
Sobre o qual escrevi
Com tua permissão
Estas sete palavras de oração
"Confiamos em Deus na benção de Jesus"
Maria Dolores por Chico Xavier Grupo Fraterno Filhos e Mães Eternos
sábado, 12 de maio de 2012
quinta-feira, 29 de março de 2012
Enfrentando a Perda na visão de Joana Galo
Dia 25/03 estivemos com a psicóloga Joana Galo no encontro do GFFE.
A sua abordagem sobre a perda começa separando a idéia de dor e sofrimento.
A dor se apresenta como um fato inevitável da vida, no estágio evolutivo que estamos vivendo.
O sofrimento se apresenta como uma escolha, mas, ao contrário da dor, o sofrimento é evitável, depende de nós.
Ela ressaltou a importância de tocar á vida em frente para quem passa por perdas significativas, a dinâmica da vida vai se encarregando de oferecer caminhos de superação e de transformação.Exemplos disso podemos ver aos montes na nossa vida cotidiana, tanto de superação, quanto de paralização.
Salienta que embora tenhamos que seguir em frente, passar pelo luto, com todas as suas fases, é de fundamental importância, chorar, ficar triste, ter saudade, ter culpa, ter medo,tudo isso faz parte do processo, o que não podemos é ficar no choro, na tristeza, na culpa, na saudade, no medo, eternamente, pois a dor é um processo natural da vida, é também um instrumento de crescimento, de engrandecimento da alma humana.
Muitas pessoas, tentando camuflar a dor, entram num processo de negação, de esquecimento forçado, o que pode ser muito prejudicial, pois a dor não processada pode desencadear problemas psicológicos muito mais complexos.
Uma questão levantada foi a do suicídio e de como é dificil para quem fica lidar com a perda e com a forma como se perdeu, o suicídio sempre foi envolto em muitos tabus e preconceitos, ainda estamos impregnados da idéia do pecado e da destinaçãoao ao fogo eterno, por desconhecermos o atributo divino da misericórdia, que não deixa desamparado nenhum dos seus filhos. Para quem passa por perda desse tipo, a indicação é buscar o equilíbrio, a serenidade, aceitar a escolha do que que partiu e dirigir-lhe os melhores pensamentos e sentimentos.
Joana falou da importãncia de internalizarmos o processo da perda, através do encontro conosco mesmo, pelas reflexões, pela aquietação, pela meditação, pela conexão profunda com o Deus que habita em nós, voltar á casa do Pai que habita em nós, para onde precisamos voltar verdadeiramente, para podermos compreender o mecanismo da vida através das leis divinas.
Suas sábias palavras, seu verbo fácil e objetivo deixam sempre a vontade de que ela possa sempre nos presentear com a sua doce presença.
O Grupo Fraterno agradece de coração.
domingo, 11 de março de 2012
CARAVANA DO GRUPO FRATERNO EM FEIRA DE SANTANA
No último sábado o Grupo Fraterno foi em Caravana para Feira de Santana para assistir o 1º trabalho de psicografia feito pelos médiuns Rogério Leite e Marli Massani naquela cidade.
Num clima de alegria e muita emoção acompanhamos todo o trabalho e fomos presenteados com várias mensagens dos nossos entes queridos.
Em uma só carta, cinco famílias do grupo receberam notícias felizes e confortadoras dos seus filhos, outras duas mães do grupo também receberam mensagens lindíssimas e muito significativas.
Outras tantas famílias da cidade foram contempladas com notícias dos que partiram, trazendo muita emoção para todos que alí se encontravam.
Só quem assiste a uma sessão pública de psicografia, sabe o real significado que ela tem, pois palavras não possuem essa capacidade, de transmitir na íntegra o seu conteúdo e a sua importância.
Só quem perdeu alguém muito querido é capaz de mensurar o poder de recuperação que uma carta psicografada pode exercer sobre quem tem o coração dilacerado pela dor e pela saudade.
A carta restaura aos poucos a ferida que sangra e implanta no coração de cada um a certeza de que a vida não acaba com a morte, tráz também a compreensão de que nada foge ao controle do Pai compassivo, justo e misericordioso, ainda que tenhamos que compreendê-Lo por meio de um remédio tão amargo.
Quando nos vemos assim reunidos, por 12 horas seguidas, na esperança de receber um alô do céu, criamos ânimo novo por sabermos que o amor continua sendo a mola mestra da vida, que impulsiona, que move e que transforma as pessoas.
O modesto trabalho que desempenhamos no Grupo já consegue produzir frutos,identificamos isso no momento em que recebemos palavras de incentivo da espiritualidade para estender a outras cidades a filosofia desse trabalho.Os benfeitores dizem isso porque se preocupam com a dor e com o desequilíbrio que uma partida inesperada pode trazer para aqueles que são surpreendidos com a morte súbita de um ente querido, eles sabem o dano que isso pode causar e enviam a toda hora os instrumentos para que esse jugo se torne mais leve.
Sabemos que a dor é inevitável, mas optamos por não sofrer e estamos contínuamente transformando a dor em Amor.
Exemplo disso é a nossa querida Érica, que exatamente a um ano atrás enfrentou uma tragédia em sua vida e hoje comemorou com a sua família o aniversário do seu filhinho Henry em grande estilo no abrigo de crianças Sementes do Amanhã, distribuindo alegria junto aos presentes, docinhos, pipocas,etc. honrando assim, com muita dignidade a sua irmã Letícia que planejou junto com ela o 1º ano de vida do seu sobrinho, mas não pode estar presente fisicamente, por ter atendido ao chamado do Pai que precisou dela no Céu.
Esse é o Grupo Fraterno com seus exemplos de fé e de superação.
SSA em 11/03/2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
ALMAS ESPECIAIS
Tem gente que tem luz de sol que nos aquece...
Tem sabor de alegria que nos anima como se todo dia fosse festa,
Tem cheiro de mar quando a gente mergulha,
Tem perfume de chuva que nos refresca,
Tem pureza fazendo molecagem,
Tem olhar firme e sorriso franco
Tem maturidade que a gente nem desconfia,
Tem firmeza com humildade
Tem sabedoria de fazer do simples o melhor
Tem prontidão para ser útil sempre, e nunca está sem nada pra fazer.
Com elas a casa é um lar, e formamos uma família.
Ao lado delas, a gente sente a alegria de fazer e comer pipoca em casa...
fazer suspiro... comer taboca...pastel...pizza..farofa
Lambuzando o queixo de brigadeiro mole...picolé...sorvete...
O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade.
Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar ...
quando a água refresca, o céu é azul, e o sol brilha com todo seu esplendor.
Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem, e, a gente se sente chegando em casa e ficando feliz.
Sonhando a maior tolice do mundo com o gosto de novidade...tudo é bom...
Ao lado delas, pode ser dia ou noite...dia de sol ou de chuva...de trabalho ou de passeio...
...sempre como um dia de domingo.
Ao lado delas a gente tem certeza que DEUS é amor...que a vida é linda...que todos os sonhos são realizáveis.
Que viver vale a pena...sempre... mesmo quando a gente fica com a saudade do tempo
..que ela esteve presente fisicamente junto... bem juntinho de nós...
Nosso Guilherme...Guga...Gui ...Gambá...Bob Esponja...MIco...é alguém assim.
Ele perfumou, coloriu, alegrou.... quem tem o privilégio de conviver com Ele.
Conosco é assim; e em todos e em tudo encontramos e sentimos sua presença... seu sorriso... sua luz ...
que está presente de alguma forma...
para nos ensinar a escolher como amar... sorrir...viver...
uma mãe chamada solange
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Facebook!
Oi, Pessoal!
Agora o Grupo tem um perfil e uma página no Facebook!
Quem tiver interesse e puder acessar, clica em CURTIR na nossa nova página e acompanhe também por lá as novidades e eventos do grupo!
Aqui vai o link da página:
www.facebook.com/pages/Grupo-Fraterno-Filhos-Eternos/360724233940731?sk=wall
E aqui o link do perfil para quem quiser adicionar:
Espero que gostem!!
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
PSICOGRAFIA - ALAOR BORGES
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Datas Festivas
Ah! Como são difíceis essas datas para quem perdeu alguém querido!
Mesmo para quem já sentiu a falta que faz aquele filho, aquele pai, aquela irmã que partiu tão de repente, a falta no cotidiano, o abrir da porta, a cama vazia, o lugar á mesa, a fruta ou o doce preferido e tantas outras situações em que a saudade nos torturou intimamente.Mesmo para quem já passou por tudo isso, as datas festivas têm um "plus" de dor e de saudade simplesmente torturante.
Costumamos driblar esses momentos de diversas formas, ás vezes, nos isolando, fazendo uma viagem, fazendo de conta que está tudo bem, ou ressignificando as datas.
Nada tão fácil assim, mas penso que quando nos isolamos ou fazemos de conta, estamos fugindo da realidade, o que é diferente de viajar por exemplo, onde estamos encarando a vida, com as possiblidades que ela pode nos oferecer, apesar de tudo.
Ressignificar a data, acho que casa bem com olhar o próximo que sofre, que vive a solidão, que se encontra nas prisões, nos hospitais, significa compartilhar um pouco da nossa dor com a dor do outro e nessa troca conseguirmos preencher, ainda que momentaneamente, o vazio deixado por aquele que partiu.
Pode significar também desfrutar da alegria de poder conviver com os que caminham com a gente, honrando a quem partiu, mas também a quem ficou, mesmo com a ausência fisica.
Podemos também pensar que a separação física não significa separação de fato, pois os laços que unem pessoas que se amam, não se desfazem jamais.
Os nossos parcos sentidos é que nos impedem de perceber a presença do ente querido petinho de nós.
Assim fica mais fácil fazermos a travessia dos dias mais difíceis.
Eu acho.
Izabela
Mesmo para quem já sentiu a falta que faz aquele filho, aquele pai, aquela irmã que partiu tão de repente, a falta no cotidiano, o abrir da porta, a cama vazia, o lugar á mesa, a fruta ou o doce preferido e tantas outras situações em que a saudade nos torturou intimamente.Mesmo para quem já passou por tudo isso, as datas festivas têm um "plus" de dor e de saudade simplesmente torturante.
Costumamos driblar esses momentos de diversas formas, ás vezes, nos isolando, fazendo uma viagem, fazendo de conta que está tudo bem, ou ressignificando as datas.
Nada tão fácil assim, mas penso que quando nos isolamos ou fazemos de conta, estamos fugindo da realidade, o que é diferente de viajar por exemplo, onde estamos encarando a vida, com as possiblidades que ela pode nos oferecer, apesar de tudo.
Ressignificar a data, acho que casa bem com olhar o próximo que sofre, que vive a solidão, que se encontra nas prisões, nos hospitais, significa compartilhar um pouco da nossa dor com a dor do outro e nessa troca conseguirmos preencher, ainda que momentaneamente, o vazio deixado por aquele que partiu.
Pode significar também desfrutar da alegria de poder conviver com os que caminham com a gente, honrando a quem partiu, mas também a quem ficou, mesmo com a ausência fisica.
Podemos também pensar que a separação física não significa separação de fato, pois os laços que unem pessoas que se amam, não se desfazem jamais.
Os nossos parcos sentidos é que nos impedem de perceber a presença do ente querido petinho de nós.
Assim fica mais fácil fazermos a travessia dos dias mais difíceis.
Eu acho.
Izabela
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